Avesso a qualquer linearidade, o idiossincrático Luís Lopes, músico ligado à(s) musica(s) dita(s) de improvisada(s) e experimental, constrói a sua carreira, uma simples história, livre de espartilhos, amarras formais e malabarismos técnicos a tender para o absolutamente inócuo. É um não seguidista… Experimenta-se paradoxalmente. Invoca ensinamentos seguindo padrões de subversão de qualquer possibilidade de ideia pré-instituída. Auto-subversão eminente…Transe introspetivo atemporal.
Averse to any linearity, the idiosyncratic Luís Lopes, a musician linked to the so called improvised and experimental music(s), builds his career, a simple story, free of corsets, formal ties and technical juggling, tending to the absolutely innocuous. He is an unfollower... Self experiments through paradoxes. Invokes teachings by subverting the standards of any possibility of a pre-established idea. Eminent self-subversion ... Introspective and timeless trance.
Conversa
Luís Lopes, músico ligado à música improvisada e experimental, com link ao jazz, apresentou a sua conversa sob o nome de PARADOXO, NÃO-LINEARIDADE! Para isso, direcionou a Conversa para dois pontos imprescindíveis para a compreensão, ou tentativa de compreender o que significa a possível ação de improvisar, no seu caso, com um instrumento. Por um lado a tomada de consciência da interação performer-público-espaço, que na melhor das hipóteses forma um triângulo equilátero perfeito, atitude realista de condição, atemporal. E por outro lado, através de dois esquemas/desenhos muito simples, captar a atenção, não só, para o fator subversivo de caminho individualista anti ideia pré-instituída perante hipóteses de solução de continuidade entre estratégia, intuição e decisão, e depois também para a problemática do tempo, ou tentativa de subversão do mesmo através de técnicas de arrastamento, que apontam para o esbatimento ou mesmo eliminação possível da aparente sequência presente-passado-futuro.
Luís Lopes. musician tied to improvised and experimental music, with links to jazz, presented his conversation under the title PARADOX, NON-LINEARITY! For that, he steered the conversation to two essential points for understanding, or trying to understand, the possible action of improvising, in his case with an instrument. On the one hand, the awareness of the performer-audience-space interaction, which at best forms a perfect equilateral triangle, realistic attitude condition, timeless. And on the other hand, through two very simple schemes/drawings, capturing the attention not only to the subversive factor of the individualistic path against pre-established ideas before solution hypothesis of continuity between strategy, intuition and decision, and then also to the problem of time, or attempt to subvert it through dragging techniques, towards blurring or even possibly eliminating the apparent present-past-future sequence.