LXXI–LXXX

CONVERSA LXXV | Arquivo 237 | 18–06–2014

Dois Dias Edições

172 mil e 800 segundos

172 thousand and 800 seconds

A DOIS DIAS é uma editora dissidente que nasce da motivação de 2 leitores. Encontra nos livros a sua teoria dos territórios: dar forma a um espaço de leitura que vai expandindo a sua superfície à medida que alguém arrisca avançar pelas suas páginas. A sua inevitabilidade, contudo, é ter na reprodução do objeto um pretexto para a partilha.


“DOIS DIAS” is a maverick publisher who born from the motivation of 2 readers. Its theory of territories is found in books: to shape a reading space that will expand its surface as someone ventures through its pages. Its inevitability, however, is to have a pretext for sharing in the reproduction of the object.

Conversa

Exercício de dissidência #1:
Uma editora mede-se pela adição ou pela subtração? Pelo número de livros que publica ou pelo número de livros que decide não publicar (ou não consegue publicar)? A partir do “porque não?” ou do “preferia não o fazer” de Bartleby?
Diz-se de um livro que este é um elogio ao tempo lento. A Dois Dias pratica uma busca não-metódica da expressão do tempo num objeto editorial.


The dissent exercise #1:
An editor is measured by the addition or by the subtraction? By the number of books they publish or by the number of books that decides not to publish (or can not publish)? Starting from the “why not?” or from the “prefer not to” Bartleby?
It is say that a book is a compliment to the slow. Dois Dias pursues a non-methodical research over the time expression in an editorial object.

www.facebook.com/doisdias­­

Duarte Martins

Caminhada Andanças 2014

“Andanças” Walk 2014

A primeira caminhada foi rumo a Carvalhais. Houve a vontade de caminhar, um mapa de estradas de Portugal 98, e 250km para fazer, foram 8 dias de muitas paisagem, vários encontros e muitas histórias vividas. No final o corpo só queria era andar mais… trocamos o passo e ficamos mais oito dias a dançar! Este ano será em direção a Castelo de Vide…


The first walk was to Carvalhais. There was the will to walk, a road map of Portugal from 98, and 250km to go, there were 8 days full of landscape, several meetings and many stories lived. In the end the body just wanted to go on walking… we changed the pace and danced for another eight days! This year, we’ll head to Castelo de Vide ..

Conversa

Montanhas, riachos, verde, neve.. caminhamos por paisagens “fotográficas”, por trilhos percorridos pelo Duarte. Vivênciamos as experiências pelas suas palavras e ao ritmo da sua respiração. Assim, participamos já numa caminhada, sentimos já o compasso de cada passo…
A Caminhada Andanças 2014 aconteceu com sucesso e pode ser revivida na sua página de Facebook.


Mountains, streams, green, snow .. walked by “photographic” landscapes, by railing covered by Duarte. We lived the experiences of his words and the rhythm of his breathing. Therefore, a shared a walk, have felt the compass of every step…
The Caminhada Andanças 2014 successfully took place and can be revisited on our Facebook page.

http://www.andancas.net/2014/pt/

Filipa Alves de Sousa

Projetos educativos em museus

Educational projects in museums

Começou por trabalhar no Serviço Educativo em Serralves. Seguiu para Londres para completar um MA em Indústrias Culturais e Criativas e ingressa no Victoria&Albert Museum onde coordenou programas para novos públicos e projetos para jovens. Em 2014 regressa a Lisboa para iniciar um projeto educativo especialmente dedicado a públicos jovens na Fundação Arpad Szènes-Vieira da Silva.


Filipa began working in the Education Department at the Serralves Museum. She went to London to complete an MA in Cultural and Creative Industries and joined the Victoria & Albert Museum where she coordinated programs for new audiences and youth projects. In 2014 she returned to Lisbon to start an educational program especially dedicated to young audiences in the Arpad Szènes-Vieira da Silva Foundation.

Conversa

Os museus do futuro devem ser das sociedades, não só sobre elas.*
Os museus podem ter uma relação com as sociedades contemporâneas muito mais profunda do que a que habitualmente têm. Para além de espaços de exposição e de transmissão de conhecimento, podem ser plataformas para o encontro e diálogo entre pessoas, espaços de partilha e produção de ideias, de criação de redes. Os museus podem contribuir para gerar novos processos de aprendizagem e promover transformações sociais.
O FAZ 15-25 é o Colectivo de Jovens do Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva. Pretende dar oportunidades a jovens de participar na programação do Museu, de conversar informalmente com artistas e profissionais do sector cultural e oferecer formação individualizada, de acordo com as necessidades e interesses de cada um.

Mais informações sobre o FAZ 15-25 em www.fasvs.pt, www.faz1525.wordpress.com e Facebook/Faz 15-25


Museums in future will need to be of other societies, not just about them.*

Museums can have a much stronger relationship with contemporary societies, than the traditional one. Besides exhibition spaces of knowledge transfer, museums can be platforms for dialogue and gathering of people. Museums can be spaces for the production and sharing of ideas as for setting up of networks. Museusm can contribute for the discovery of innovative learning processes as for the promotion of social change.
FAZ 15-25 is the Youth Collective of the Arpad Szenes-Vieira da Silva Museum. This project aims to provide opportunities for young people, to participate in the programming of the Museum as to meet artists and other professionals of the cultural sector. The programme aims to address each individual’s needs and interest, through a mentoring methodology.

More details about FAZ 15-25, the Youth Collective programme at www.fasvs.pt, www.faz1525.wordpress.com and Facebook/Faz 15-25

*David Anderson; Learning to Live. Museums, young people and education. Institute for Public Policy Research and National Museum Directors’ Conference 2009